Cachimbo Amigo

sábado, maio 13, 2006

"Um cão aprende a sentar-se se lhe baterem quando não o faz ou dando-lhe um biscoito se o fizer."

"Um cão aprende a sentar-se se lhe baterem quando não o faz ou dando-lhe um biscoito se o fizer." (V.F.) A decisão está nas nossas mãos. Qualquer objectivo pode ser alcançado pelos dois caminhos opostos. O mundo está assim definido. Existe um ponto de equilibrio, o zero, o elemento neutro. O mundo, depois de todas as operações, é esse elemento neutro. Qualquer coisa que realmente funcione na perfeição aingiu este elemento. Se podessemos cotar tudo, atribuindo-lhe uma escala de -10 a 10, como a pobreza e riqueza, o amor e o ódio, o branco e o negro, obteriamos no final o zero neutro. Por exemplo, se pegassemos em 100 pessoas aleatoriamente do mundo e, imaginemos, as cotassemos relativamente a riqueza, obteriamos o tal equilibrio. O mesmo se passa para os sitios do globo onde faz calor e onde faz frio, ou para o número de pessoas num dado momento que está a sofrer ou se encontra feliz. Tudo se complementa, tudo está relacionado, trata-se de um caos organizado. A perfeição está mesmo diante dos nossos olhos: a vida, o mundo, o ser humano. E a negatividade (ódio, doença, guerra, etc.) também fazem parte desta perfeição, sendo tão preciosos como o amor ou a felicidade. Mas claro, voltando então ao início do post, se todos os habitantes do globo conseguissem obter o ponto de equilibrio de que falava, aí sim, todos estes opostos acabavam, acabava o ódio, mas também acabaria o amor. Não consigo imaginar um ser humano sem sentimentos, seríamos máquinas, incrivelmente racionais, nenhuma atitude seria controlada pelos sentimentos, mas sim pela lógica. Meras máquinas, sem dúvida... Chamem-me lunático, sádico, o que quiserem, mas encaro a afirmação: "A fome é necessária para saciar metade do globo" (V.F.) com perfeita naturalidade.

sábado, novembro 26, 2005

Imaginação/Conhecimento

Li uma frase de Einstein: "Imagination is more important than knowledge." Todo o cochecimento foi elaborado por inúmeros "criadores". Para algo ser criado, para o conhecimento poder evoluir alguém teve que dar uso á sua imaginação e converter seu pensamento em realidade. Estas duas palavras, conhecimento e imaginação, podem mesmo ser considerados opostos já que uma pessoa relativamente a algo, ou o imaginou ou tem conhecimento disso. E , como todo o oposto no nosso mundo, um não pode viver sem o outro, sem imaginação não pode existir o conhecimento e, sim agora a tarefa difícil, sem conhecimento não pode existir imaginação. Isto porque uma pessoa que imagina algo, esse algo está apoiado nalguma coisa real, quem imaginou o automóvel apoiou-se em quem imaginou a roda e por aí fora. Mas mesmo algo mais abstracto, se tentarmos imaginar Ele, vamos sempre atribuir-lhe caracteristicas físicas e sentimentos que conhecemos mas misturadas. Ou seja, talvez a imaginação seja apenas um reagrupamento do conhecimento, da memória. Talves um pintor que queira exprimir certas sensações, vá á memória buscar essas sensações, as divida em pequenos fragmentos e os reagrupe juntamente com outros fragmentos de outras memorias e, então, surja a pintura imaginada. Começo a duvidar da frase de Einstein e, talvez agora, conclua que Imaginação e Conhecimento tenham a mesma importância (e já que são opostos não poderia ser de outra maneira). Isto claro se considerarmos o Conhecimento como tudo aquilo que está na nossa memória, incluindo sensações, sentimentos passados, etc.

Talvez mais tarde também me debruce sobre os opostos em geral, em como eles comandam o nosso mundo e estão sempre interligados. Recordo-me duma frase: "Se não existisse guerra, como saberiamos o que era a paz?"

terça-feira, novembro 22, 2005

O aleatório do mundo

Ontem estive a olhar para as árvores. As suas folhas a balançar ao som do vento. Será que aquele balançar, aquele abanarr pode ser descrito por alguma extensa expressão matemática? Ou mesmo o cair de uma folha, é previsível? Imaginemos uma função com inúmeras variáveis, humidade no ar, incidência dos raios luminosos, localização geométrica, quantidade de nutrientes e água no solo, previsão meteriológica para um dado momento do dia, etc., seria possivel construir uma função que calculasse com exactidão o moment da queda de uma folha? Se tal for possível e o chamado aleatório não existir, todo nosso mundo é programado. Ora isto obriga-me a questionar a existância ou não existência do destino. A minha vida já está definida, a minha morte, física, já foi marcada na recta infinita do tempo?
Isto retira-nos todo o poder que, como seres humanos temos, o poder da vontade e da escolha, assemelhando-nos a meras máquinas que seguem sem escolha linhas de código. As escolhas estão já lá presentes e definidas para qualquer variável com que interája. Talvez julguemos pensar, mas não passemos de meros animais irracionais...

Platão e Aristóteles - Real/Abstracto




No centro deste grandioso moral pode observar-se Platão, com o Timeo debaixo do braço, a apontar para o céu, enquanto que o seu discípulo, Aristótels, con a Ethica, aponta para a terra. Assim se pretende significar a eterna contradição entre os dois grandes paradigmas do pensamento, a relação entre o eterno e o temporal, entre o ideal e o real, entre o divino e o humano: uma alquimia de relações entre opostos que, no entanto, na pessoa divina do Verbo Encarnado encontrou um ponto de união insuperável..

Meu mundo, teu mundo

Em primeiro lugar, o que sabemos deste mundo? Sabemos que nos chega pelos nossos sentidos, podemos ver uma flor, toca-la ou cheira-la. Mas tudo através dos nossos sentidos, são estes os responsáveis pela nossa percepção do mundo. Logo aqui concluímos que ele não é idêntico para nós e por exemplo para os animais, cujos sentidos são diferentes que os nossos. Também não é igual para uma pessoa daltónica, ou alguém surdo. O mundo é então elaborado na nossa mente, pela percepção que temos dele.

Assim, existe um mundo para cada um de nós, nunca exactamente igual ao mundo de outra pessoa qualquer. Por uma sucessão de ideias, podemos dizer que o mundo para alguém sem sentidos, sem meios de interacção com ele, é completamente diferente do nosso. O seu mundo seria criado por si em sua mente, interagindo com ele directamente pelo pensamento. A sua realidade então seria toda inventada, imaginada por ele. Era como partir da estaca zero e ir criando aos poucos o seu mundo. Não existiriam rostos, não haveriam pedras ou rios, o campo físico não teria lugar, já que não tinha maneira de saber sequer o que isso era. Não se poderia imaginar como um ser humano, não passaria de uma alma, energia. E se houvesse mais que um ser assim? E de alguma maneira poderem comunicar uns com os outros, sem falar, sem utilizar a língua, sem um corpo. Estando interligados de uma maneira a ser possível transmitir pensamentos, ideias, estados de espírito, apenas pela vontade. Assim iam construindo o seu mundo em simultâneo. As ideias passavam de uns para os outros, elaborando gradualmente um mundo imaginado por eles. Apenas circulava informação. Ao logo do tempo, as ideias e construções mentais abundavam e começavam a tomar a forma que eles idealizavam. Começou então a existir o campo físico, mas apenas em suas mentes. A alma, a energia começou a ganhar forma, mas toda ela elaborada pelo pensamento que circulava por todos. Começaram a ganhar corpos, sendo estes não mais que a representação mental deles, o pensamento, a ideia que cada um tinha do outro mas numa forma palpável. Nasceram então os sentidos, mas tudo isto dentro daquele mundo inventado. Continuavam as ideias, a criação de coisas, sendo estas não mais que informação partilhada por todos. A isto se chama evolução, mas a mim dá-me a ideia de ser uma regressão. Chegaram então ao ponto em que estamos hoje, tudo em sua volta já era físico, palpável, visível. Criaram um mundo só deles, tudo era criado por todos.

Assim também pode ser nosso mundo. Embora o achemos totalmente real e concreto, tudo pode não passar de parcelas de informação a boiar em nossas mentes. Uma cadeira, pode não passar de uma ideia de seu criador, um pedaço de informação que tornou palpável e enviou aos outros. O mundo pode ser abstracto, apenas existindo realmente cada um de nós, mas sem corpos, apenas energia. Tudo o resto não será mais que um simples acreditar comum.

Isto é o mundo. Uma realidade irreal, apenas presente em nossas mentes, constantemente modificada. Tudo se resume a ideias, pensamentos, que cada um de nós, almas, tem e envia a outros. Tudo é construído por nós. Modificar o mundo? Simplesmente acreditar e fazer acreditar os outros. Sim também fazer acreditar os outros, pois de outra maneira cada um criaria apenas outro mundo, mas só dele.
Morreria de solidão.

Falsa Realidade

Porque não consigo esconder a verdade?! Todos me olham de modo estranho… Podia fingir, ser quem não sou. Mas morreria… outro alguém tomaria meu lugar. Pobres rochas presas à terra… Julgam-se seus donos, não passam de pássaros enjaulados por si mesmos. São felizes… não conhecem mais que suas grades.

Comem, passeiam, tocam… acorrentados à falsa percepção. Vêem uma cadeira e sentam-se. Sobre o pensamento de outrem eu flutuo.

Apresentação

Ola. O meu nome é Luís Amoreira e tenho 27 anos. Criei o Cachimbo Amigo como meio de escape á realidade física, sendo aqui tratados apenas e somente assuntos abstractos, relativos á mais evidente característica humana, a nossa capacidade de pensar e nos interrogarmos. São assim aquí expostas teorias filosóficas que nos obriguem a pensar e questionar sobre a nossa natureza, realidades para além da sensorial, enfim, tudo aquilo que diz respeito ao campo do pensamento, da ilusão e do imaginário. Qualquer colaborador é bem vindo, expondo também as suas ideias e teorias. Espero que encontrem aquí um cantinho de relexão e fuga ao que todos os dias nos é imposto e aceite como verdade.

Comentem, critiquem, analisem, riam... Saboreiem a companhia de um Cachimbo amigo.