Cachimbo Amigo

terça-feira, novembro 22, 2005

Meu mundo, teu mundo

Em primeiro lugar, o que sabemos deste mundo? Sabemos que nos chega pelos nossos sentidos, podemos ver uma flor, toca-la ou cheira-la. Mas tudo através dos nossos sentidos, são estes os responsáveis pela nossa percepção do mundo. Logo aqui concluímos que ele não é idêntico para nós e por exemplo para os animais, cujos sentidos são diferentes que os nossos. Também não é igual para uma pessoa daltónica, ou alguém surdo. O mundo é então elaborado na nossa mente, pela percepção que temos dele.

Assim, existe um mundo para cada um de nós, nunca exactamente igual ao mundo de outra pessoa qualquer. Por uma sucessão de ideias, podemos dizer que o mundo para alguém sem sentidos, sem meios de interacção com ele, é completamente diferente do nosso. O seu mundo seria criado por si em sua mente, interagindo com ele directamente pelo pensamento. A sua realidade então seria toda inventada, imaginada por ele. Era como partir da estaca zero e ir criando aos poucos o seu mundo. Não existiriam rostos, não haveriam pedras ou rios, o campo físico não teria lugar, já que não tinha maneira de saber sequer o que isso era. Não se poderia imaginar como um ser humano, não passaria de uma alma, energia. E se houvesse mais que um ser assim? E de alguma maneira poderem comunicar uns com os outros, sem falar, sem utilizar a língua, sem um corpo. Estando interligados de uma maneira a ser possível transmitir pensamentos, ideias, estados de espírito, apenas pela vontade. Assim iam construindo o seu mundo em simultâneo. As ideias passavam de uns para os outros, elaborando gradualmente um mundo imaginado por eles. Apenas circulava informação. Ao logo do tempo, as ideias e construções mentais abundavam e começavam a tomar a forma que eles idealizavam. Começou então a existir o campo físico, mas apenas em suas mentes. A alma, a energia começou a ganhar forma, mas toda ela elaborada pelo pensamento que circulava por todos. Começaram a ganhar corpos, sendo estes não mais que a representação mental deles, o pensamento, a ideia que cada um tinha do outro mas numa forma palpável. Nasceram então os sentidos, mas tudo isto dentro daquele mundo inventado. Continuavam as ideias, a criação de coisas, sendo estas não mais que informação partilhada por todos. A isto se chama evolução, mas a mim dá-me a ideia de ser uma regressão. Chegaram então ao ponto em que estamos hoje, tudo em sua volta já era físico, palpável, visível. Criaram um mundo só deles, tudo era criado por todos.

Assim também pode ser nosso mundo. Embora o achemos totalmente real e concreto, tudo pode não passar de parcelas de informação a boiar em nossas mentes. Uma cadeira, pode não passar de uma ideia de seu criador, um pedaço de informação que tornou palpável e enviou aos outros. O mundo pode ser abstracto, apenas existindo realmente cada um de nós, mas sem corpos, apenas energia. Tudo o resto não será mais que um simples acreditar comum.

Isto é o mundo. Uma realidade irreal, apenas presente em nossas mentes, constantemente modificada. Tudo se resume a ideias, pensamentos, que cada um de nós, almas, tem e envia a outros. Tudo é construído por nós. Modificar o mundo? Simplesmente acreditar e fazer acreditar os outros. Sim também fazer acreditar os outros, pois de outra maneira cada um criaria apenas outro mundo, mas só dele.
Morreria de solidão.

1 Comments:

At 3:41 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O mundo pode ser tudo o que nós quisermos, assim como a nossa vida,
basta acreditarmos que isso é possível.

Crazy4

 

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