Cachimbo Amigo

sábado, maio 13, 2006

"Um cão aprende a sentar-se se lhe baterem quando não o faz ou dando-lhe um biscoito se o fizer."

"Um cão aprende a sentar-se se lhe baterem quando não o faz ou dando-lhe um biscoito se o fizer." (V.F.) A decisão está nas nossas mãos. Qualquer objectivo pode ser alcançado pelos dois caminhos opostos. O mundo está assim definido. Existe um ponto de equilibrio, o zero, o elemento neutro. O mundo, depois de todas as operações, é esse elemento neutro. Qualquer coisa que realmente funcione na perfeição aingiu este elemento. Se podessemos cotar tudo, atribuindo-lhe uma escala de -10 a 10, como a pobreza e riqueza, o amor e o ódio, o branco e o negro, obteriamos no final o zero neutro. Por exemplo, se pegassemos em 100 pessoas aleatoriamente do mundo e, imaginemos, as cotassemos relativamente a riqueza, obteriamos o tal equilibrio. O mesmo se passa para os sitios do globo onde faz calor e onde faz frio, ou para o número de pessoas num dado momento que está a sofrer ou se encontra feliz. Tudo se complementa, tudo está relacionado, trata-se de um caos organizado. A perfeição está mesmo diante dos nossos olhos: a vida, o mundo, o ser humano. E a negatividade (ódio, doença, guerra, etc.) também fazem parte desta perfeição, sendo tão preciosos como o amor ou a felicidade. Mas claro, voltando então ao início do post, se todos os habitantes do globo conseguissem obter o ponto de equilibrio de que falava, aí sim, todos estes opostos acabavam, acabava o ódio, mas também acabaria o amor. Não consigo imaginar um ser humano sem sentimentos, seríamos máquinas, incrivelmente racionais, nenhuma atitude seria controlada pelos sentimentos, mas sim pela lógica. Meras máquinas, sem dúvida... Chamem-me lunático, sádico, o que quiserem, mas encaro a afirmação: "A fome é necessária para saciar metade do globo" (V.F.) com perfeita naturalidade.